
Deusa da Sabedoria e das Artes (estrategista e "filha do pai")
A Deusa Atenas
Atenas era a deusa grega da sabedoria e das artes, conhecida pelos romanos como Minerva. Da mesma forma que Ártemis, Atenas era uma deusa virgem, dedicada à castidade e ao celibato. Era majestosa e bonita deusa guerreira, protetora de seus heróis escolhidos e de sua cidade homônima, Atenas. Era a única deusa olímpica retratada usando couraça, com a pala de seu capacete voltada para trás para mostrar a sua beleza, um escudo no braço e uma lança na mão. Condizendo com seu papel como deusa que presidiu às estratégias da batalha na época da guerra e às artes domésticas em tempo de paz, Atenas era também apresentada com uma lança numa das mãos e uma tigela ou uma roca na outra. Era a protetora das cidades das forças militares, e deusa das tecelãs, ourives, oleiras e costureiras. Atenas foi creditada pelos gregos ao dar à humanidade as rédeas para amansar o cavalo, ao inspirar os construtores de navios em sua habilidade, e ao ensinar as pessoas a fazerem arado, ancinho, canga de boi e carro de guerra. A oliveira foi seu presente especial a Atenas, um presente que produziu o cultivo das azeitonas. Atenas foi freqüentemente retratada com uma coruja, ave associada com a sabedoria e de olhos proeminentes - duas de suas características. Cobras entrelaçadas eram apresentadas como um modelo no debrum de sua capa. Quando Atenas era retratada com outra pessoa, a outra era invariavelmente alguém do sexo masculino. Por exemplo, era vista perto de Zeus na atitude de um guerreiro de sentinela para seu rei. Ou era reconhecida atrás ou ao lado de Aquiles ou de Odisseu, ou principais heróis gregos da Ilíada e da Odisséia. As habilidades bélicas e domésticas associadas com Atenas envolvem planejamento e execução, atividades que requerem pensamento intencional. A estratégia, o aspecto prático e resultados tangíveis são indicações de qualidades e legitimidade de sua sabedoria própria. Atenas valoriza o pensamento racional e é pelo domínio da vontade e do intelecto sobre o instinto e a natureza. Sua vitalidade é encontrada na cidade; para Atenas (em contraste com Ártemis), a selva deve ser subjugada e dominada.
Genealogia e Mitologia
O ingresso de Atenas na companhia dos deuses olímpicos foi dramático. Ela saltou da cabeça de Zeus como mulher adulta, usando flamejante égide de ouro, com uma lança aguda numa das mãos, emitindo um poderoso grito de guerra. Em algumas versões seu parto assemelha-se a uma operação cesariana dolorosa - Zeus foi atormentado por dor de cabeça torturante originária do "parto", e foi ajudado por Hefesto, o deus da forja, que lhe abriu o crânio com um machado de dois gumes, dando espaço para que Atenas nascesse. Atenas considerava-se portadora de um só genitor, Zeus, com quem esteve associada para sempre. Foi o braço direito de seu pai, a única deusa olímpica a quem ele confiou seu raio e égide, símbolos de seu poder. A deusa não conheceu sua mãe, Métis. Na verdade Atenas parecia não ter consciência de que tinha mãe. Como relata Hesíodo, Métis foi a primeira esposa real de Zeus, uma divindade do oceano, que ficou conhecida por sua sabedoria. Quando Métis estava grávida de Atenas, Zeus a enganou tornando-a pequenina e a engoliu. Foi profetizado que Métis teria dois filhos muito especiais: uma filha igual a Zeus em coragem e sábia resolução, e um filho, um rapaz de coração totalmente cativante, que se tornaria rei dos deuses e dos homens. Ao engolir Métis, Zeus contrariou o destino e assumiu o controle dos atributos dela como se fossem seus. Em sua mitologia, Atenas era protetora, conselheira, patrona e aliada de homens heróicos. A lista daqueles a quem ajudou se parece com a "dos heróis, quem é quem". Entre eles estava Perseu, que matou a górgona Medusa - o monstro fêmea que tinha serpentes como cabelos, garras de bronze e de olhos arregalados, cujo olhar metamorfoseava os homens em pedra. Atenas sugeriu a proeza com espelhos, através dos quais Perseu poderia ver o reflexo da górgona e evitar encará-la diretamente. Então, com sua espada, ele decapitou a Medusa. Atenas ajudou também Jasão e os argonautas na construção do navio antes dos mesmos partirem para capturar o velocino de ouro. Ela deu um freio dourado a Belerofonte com o qual ele pôde domesticar o cavalo alado Pégaso, e vir em ajuda de Héracles (o Ércules romano) durante suas doze tarefas. Durante a guerra de Tróia, Atenas foi muito ativa em defesa dos gregos. Cuidou de seus favoritos, especialmente de Aquiles, o mais formidável e poderoso dos guerreiros gregos. Posteriormente ela ajudou Odisseu (Ulisses), em sua longa viagem para casa. Além de patrocinar os heróis individuais e de ser a deusa olímpica mais próxima a Zeus, Atenas tomou o partido da patriarquia. Deu o voto decisivo para Orestes, na primeira disputa em sala de tribunal da literatura ocidental. Orestes tinha matado sua mãe Litemnestra para vingar o assassínio de seu pai Agamêmnon. Apoio falou em defesa de Orestes: ele alegou que a mãe era apenas a nutridora da semente plantada pelo pai, proclamou o princípio de que o macho predomina sobre a fêmea e citou como prova o nascimento de Atenas que não nascera do ventre de uma mulher. O voto dos jurados foi empatado quando Atenas deu o voto decisivo. Ela tomou o partido de Apolo, libertou Orestes e colocou os princípios patriarcais acima das ligações maternas. Na mitologia de Atenas apenas uma estória bem conhecida envolve o nome de uma mulher mortal. Ela é Aracne, a quem Atenas transformou numa aranha. Como deusa das artes, Atenas foi desafiada numa competição de destreza por uma tecelã presunçosa chamada Aracne. Ambas trabalharam com rapidez e habilidade. Quando as tapeçarias ficaram terminadas, Atenas admirou o trabalho impecável de sua competidora, mas ficou furiosa porque Aracne ousou ilustrar as desilusões amorosas de Zeus. Na tapeçaria, Leda está acariciando um cisne uma simulação para Zeus, que tinha entrado no dormitório da rainha casada disfarçado de cisne para fazer-lhe a corte. Um outro painel era de Dânae, a quem Zeus fecundou na forma de um chuvisco dourado; um terceiro representava a donzela Europe, raptada por Zeus disfarçado na forma de um majestoso touro branco. O tema de sua tapeçaria era a ruína de Aracne. Atenas ficou tão enraivecida do que Aracne representou que rasgou em pedaços o trabalho e induziu Aracne a enforcar-se. Depois, sentindo pena, Atenas deixou Aracne viver, transformando-a em aranha, condenada para sempre a tecer. Observe-se que Atenas, muitíssimo defensora de seu pai, a puniu por tornar público o comportamento velhaco e ilícito de Zeus, mais do que pelo desaforo do próprio desafio.
Genealogia e Mitologia
O ingresso de Atenas na companhia dos deuses olímpicos foi dramático. Ela saltou da cabeça de Zeus como mulher adulta, usando flamejante égide de ouro, com uma lança aguda numa das mãos, emitindo um poderoso grito de guerra. Em algumas versões seu parto assemelha-se a uma operação cesariana dolorosa - Zeus foi atormentado por dor de cabeça torturante originária do "parto", e foi ajudado por Hefesto, o deus da forja, que lhe abriu o crânio com um machado de dois gumes, dando espaço para que Atenas nascesse. Atenas considerava-se portadora de um só genitor, Zeus, com quem esteve associada para sempre. Foi o braço direito de seu pai, a única deusa olímpica a quem ele confiou seu raio e égide, símbolos de seu poder. A deusa não conheceu sua mãe, Métis. Na verdade Atenas parecia não ter consciência de que tinha mãe. Como relata Hesíodo, Métis foi a primeira esposa real de Zeus, uma divindade do oceano, que ficou conhecida por sua sabedoria. Quando Métis estava grávida de Atenas, Zeus a enganou tornando-a pequenina e a engoliu. Foi profetizado que Métis teria dois filhos muito especiais: uma filha igual a Zeus em coragem e sábia resolução, e um filho, um rapaz de coração totalmente cativante, que se tornaria rei dos deuses e dos homens. Ao engolir Métis, Zeus contrariou o destino e assumiu o controle dos atributos dela como se fossem seus. Em sua mitologia, Atenas era protetora, conselheira, patrona e aliada de homens heróicos. A lista daqueles a quem ajudou se parece com a "dos heróis, quem é quem". Entre eles estava Perseu, que matou a górgona Medusa - o monstro fêmea que tinha serpentes como cabelos, garras de bronze e de olhos arregalados, cujo olhar metamorfoseava os homens em pedra. Atenas sugeriu a proeza com espelhos, através dos quais Perseu poderia ver o reflexo da górgona e evitar encará-la diretamente. Então, com sua espada, ele decapitou a Medusa. Atenas ajudou também Jasão e os argonautas na construção do navio antes dos mesmos partirem para capturar o velocino de ouro. Ela deu um freio dourado a Belerofonte com o qual ele pôde domesticar o cavalo alado Pégaso, e vir em ajuda de Héracles (o Ércules romano) durante suas doze tarefas. Durante a guerra de Tróia, Atenas foi muito ativa em defesa dos gregos. Cuidou de seus favoritos, especialmente de Aquiles, o mais formidável e poderoso dos guerreiros gregos. Posteriormente ela ajudou Odisseu (Ulisses), em sua longa viagem para casa. Além de patrocinar os heróis individuais e de ser a deusa olímpica mais próxima a Zeus, Atenas tomou o partido da patriarquia. Deu o voto decisivo para Orestes, na primeira disputa em sala de tribunal da literatura ocidental. Orestes tinha matado sua mãe Litemnestra para vingar o assassínio de seu pai Agamêmnon. Apoio falou em defesa de Orestes: ele alegou que a mãe era apenas a nutridora da semente plantada pelo pai, proclamou o princípio de que o macho predomina sobre a fêmea e citou como prova o nascimento de Atenas que não nascera do ventre de uma mulher. O voto dos jurados foi empatado quando Atenas deu o voto decisivo. Ela tomou o partido de Apolo, libertou Orestes e colocou os princípios patriarcais acima das ligações maternas. Na mitologia de Atenas apenas uma estória bem conhecida envolve o nome de uma mulher mortal. Ela é Aracne, a quem Atenas transformou numa aranha. Como deusa das artes, Atenas foi desafiada numa competição de destreza por uma tecelã presunçosa chamada Aracne. Ambas trabalharam com rapidez e habilidade. Quando as tapeçarias ficaram terminadas, Atenas admirou o trabalho impecável de sua competidora, mas ficou furiosa porque Aracne ousou ilustrar as desilusões amorosas de Zeus. Na tapeçaria, Leda está acariciando um cisne uma simulação para Zeus, que tinha entrado no dormitório da rainha casada disfarçado de cisne para fazer-lhe a corte. Um outro painel era de Dânae, a quem Zeus fecundou na forma de um chuvisco dourado; um terceiro representava a donzela Europe, raptada por Zeus disfarçado na forma de um majestoso touro branco. O tema de sua tapeçaria era a ruína de Aracne. Atenas ficou tão enraivecida do que Aracne representou que rasgou em pedaços o trabalho e induziu Aracne a enforcar-se. Depois, sentindo pena, Atenas deixou Aracne viver, transformando-a em aranha, condenada para sempre a tecer. Observe-se que Atenas, muitíssimo defensora de seu pai, a puniu por tornar público o comportamento velhaco e ilícito de Zeus, mais do que pelo desaforo do próprio desafio.
O Arquétipo de Atenas
Como deusa da sabedoria, Atenas era conhecida por suas estratégias vitoriosas e soluções práticas. Como arquétipo, Atenas é seguida pelas mulheres de mente lógica, governadas mais pela razão do que pelo coração. Atenas é um arquétipo feminino: ela demonstra que pensar bem, manter a calma no ponto mais culminante de uma situação emocional e desenvolver boas táticas no meio do conflito são traços naturais para algumas mulheres. Tal mulher está sendo como Atenas, não agindo "como um homem". Seu aspecto masculino, ou animus, não está pensando por ela. Ela está pensando claramente e bem por si mesma. O conceito de Atenas como arquétipo do pensamento lógico desafia a premissa junguiana de que o pensar é realizado por uma mulher através de seu animus masculino, que se presume ser diferente do seu "ego" feminino. Quando a mulher reconhece o modo intenso com que sua mente trabalha como uma qualidade feminina relacionada com Atenas, ela pode desenvolver uma auto-imagem positiva, ao invés de se amedrontar de estar masculinizada, isto é, imprópria. Quando Atenas representa apenas um dos muitos arquétipos ativos numa determinada mulher-em vez de um único padrão dominante - então esse arquétipo pode ser um aliado das outras deusas. Por exemplo, se ela é motivada por Hera a necessitar de um companheiro para se sentir completa, então Atenas pode ajudar a avaliar a situação e desenvolver uma estratégia para conseguir seu homem. Ou, se Ártemis é a inspiração direcionada para a sanidade coletiva das mulheres, o sucesso do projeto pode depender da perspicácia política de Atenas. No meio de uma tempestade emocional, se a mulher puder invocar Atenas como um arquétipo dentro de si mesma, a racionalidade a ajudará a orientar-se.
A Deusa Virgem
As qualidades invulneráveis e íntegras de Ártemis aplicam-se da mesma forma a Atenas. Quando Atenas governa a psique da mulher, ela - como as mulheres que se assemelham a Ártemis ou Héstia - é motivada por suas próprias prioridades. Como o arquétipo de Ártemis, Atenas predispõe a mulher a enfocar aquilo que lhe interessa, em vez de enfocar as necessidades dos outros. Atenas difere de Ártemis e de Héstia no que diz respeito à deusa virgem que procurava a companhia dos homens. Em vez de separar-se ou retirar-se, ela aprecia estar no meio da ação e do poder masculino. O elemento da deusa virgem a ajuda a evitar as complicações emocionais e sexuais com os homens com os quais trabalha intimamente. Ela pode ser companheira, colega ou confidente dos homens, sem desenvolver sentimentos eróticos ou intimidade emocional. Atenas emergiu da companhia dos deuses olímpicos como adulta completamente desenvolvida. Foi retratada em sua mitologia interessando-se por assuntos de conseqüência mundial. O arquétipo de Atenas representa portanto uma versão de deusa virgem mais velha, mais amadurecida do que Ártemis. A orientação realista de Atenas para o mundo como ele é, sua atitude pragmática, sua conformidade aos padrões "adultos" (isto é, tradicionalmente recebidos) e a falta de romantismo ou de idealismo completam essa impressão de Atenas como o epítome do "adulto sensível".
A Estrategista
A sabedoria de Atenas era a do general distribuindo forças ou a do magnata de negócios manobrando com perícia a competição. Foi a melhor estrategista durante a Guerra de Tróia. Suas táticas e intervenções ganharam vitórias para os gregos no campo de batalha. O arquétipo de Atenas prospera nas arenas comerciais, acadêmicas, científicas, militares ou políticas. Por exemplo, Atenas pode se manifestar na mulher com mestrado em administração comercial. Aliada com um mentor poderoso, ela abre caminho para a acensão da corporação. A rápida ascensão de Mary Cunningham à vice-presidência da Corporação Bendix, como a talentosa afilhada do presidente e dirigente do conselho, seguiu um curso de Atenas. Quando seu relacionamento recebeu atenção desfavorável, ela reinciou para mudar lateralmente para uma importante posição com Schenley, outra corporação poderosa e importante. Esta sábia mudança poderia ser considerada o equivalente de um afastamento estratégico e uma ação decisiva tomada debaixo do fogo. A perspicácia de Atenas possibilita à mulher avançar efetivamente onde quer que as considerações políticas ou econômicas sejam importantes. Ela pode usar sua habilidade de pensar estrategicamente para favorecer seus próprios projetos, ou como consultora-associada de um homem ambicioso em ascensão. Em qualquer caso, o arquétipo de Atenas governa as mulheres que sabem o que é ser "inevitável", cuja inteligência é ligada ao prático e ao pragmático, cujas ações não são determinadas pela emoção ou dominadas pelo sentimento. com Atenas em sua psique, a mulher lança mão ao que deve ser feito e imagina como alcançar o que quer. A diplomacia, que envolve estratégia, poder e manobras enganadoras, é um domínio no qual Atenas se sobressai. Clare Booth Luce, uma beldade famosa, teatróloga, congressista, embaixadora na Itália e general de honra no Exército dos Estados Unidos, tinha essas qualidades de Atenas. Era admirada e criticada por sua ambição e por usar sua inteligência e alianças para explorar o mundo dos homens. Ela era casada com Henry R. Luce, fundador da revista Time, um Zeus em seu império próprio. Aos olhos de seus admiradores, era digna de louvor por sua frieza, embora seus críticos a citem como "fria" e intrigante. Igualmente como Atenas é a mulher com um título de doutorado que é efetiva na academia. Alcançar o posto requer pesquisa, obter publicação, servir em comitês, receber concessões, saber qual é o jogo e fazer pontos. Para irem adiante, tanto as mulheres como os homens necessitam de mentores, patrocinadores e aliados. A habilidade intelectual apenas não é em geral suficiente; é preciso considerações táticas e políticas: que assunto ela estuda, ensina ou pesquisa; em que "campus" ela fixa residência; que cátedra departamental ou de mentor ela escolhe... Tudo tem lugar para decidir se ela conseguirá obter privilégios e posições necessárias para se fazer o trabalho. Rosalyn Yalow é vencedora do prêmio Nobel em química por suas descobertas em radioimunologia (o uso de isótopos radiativos para medir quantidades de hormônio e outras substâncias químicas no corpo). Para completar com bom êxito o que fez, Rosalyn Yalow deve ser uma brilhante Atenas. Ela fala de alegrias de trabalhar com as mãos e o cérebro (combinando os aspectos da sabedoria e das habilidades de Atenas). Yalow teve que ser uma forte estrategista para planejar as seqüências laboratoriais que conduziram às suas descobertas, uma habilidade que também deve tê-la mantido em bom lugar quando carreiras políticas estavam envolvidas.
As Mulheres Artesãs
Como deusa das artes Atenas envolvia-se em fazer coisas que eram ao mesmo tempo úteis e esteticamente agradáveis. Era muito notada por suas habilidades como tecelã, onde as mãos e o cérebro devem trabalhar juntos. Para se fazer uma tapeçaria ou tecelagem, a mulher deve esquematizar e planejar o que fará e depois, fileira por fileira, criá-la metodicamente. Esse método é uma expressão do arquétipo de Atenas, que dá ênfase à previsão, planejamento, domínio da habilidade e paciência. As habitantes da fronteira que teciam, criavam roupas e faziam praticamente tudo o que era usado por suas famílias, incorporavam Atenas em seu campo doméstico. Lado a lado com seus maridos, elas desbravavam a terra da selva, dominando a natureza conforme eles prosseguiam afastando a fronteira Oeste. Sobreviver e ser bem sucedido requeria os traços de Atenas.
A "Filha do Pai"
Enquanto arquétipo da "filha do pai", Atenas representa a mulher que tende naturalmente aos homens poderosos que têm autoridade, responsabilidade e poder, homens que se ajustam ao arquétipo do pai patriarcal ou do "homem patrão". Atenas predispõe as mulheres a formar relacionamentos de mentoras com homens decididos que compartilham de seus interesses e de modos semelhantes de olhar as coisas. Ela conta com dedicação mútua. Como a própria Atenas, uma vez que dá a ele seu voto de fidelidade, ela se torna a sua mais ardente defensora ou seu "braço direito", com crédito total para usar bem sua autoridade e proteger as prerrogativas dele. Muitas dedicadas secretárias executivas, que devotam suas vidas a seus patrões, são mulheres tipo Atenas. Sua lealdade para com seus homens escolhidos é inabalável. Quando penso em Rosemary Woods, secretária particular de Richard Nixon, e na obliteração dos 18 minutos nas fitas de Watergate, eu me pergunto se não houve "um dedinho" de Atenas nisso. Sei que teria sido como Atenas ter compreendido a "sabedoria" de livrar-se de tal prova e como Atenas tê-la apagado sem sentir culpa. A qualidade de filha do pai pode tornar uma mulher tipo Atenas uma defensora dos direitos e valores patriarcais, que enfatizam a tradição e a legitimidade do poder masculino. As mulheres tipo Atenas comumente mantêm o "status quo" e aceitam as normas estabelecidas como linhas mestras de comportamento. Tais mulheres são em geral politicamente conservadoras. Elas resistem à mudança. Atenas tem pouca compaixão pelos mal-sucedidos, oprimidos ou rebeldes. Por exemplo, Phyllis Schlafly, uma Phi Beta Kappa com mestrado em Radcliffe, mulher extraordinariamente bem organizada e articulada, conduziu a oposição à Emenda dos Direitos de Igualdade. Antes da liderança da oposição, a ratificação parecia inevitável. Nos primeiros doze meses de sua vida, um ano antes que Phyllis Schlafly formasse sua organização STOPERA, em outubro de 1972, a ERA tinha conseguido trinta ratificações. Mas, uma vez que conduziu suas tropas à batalha, ela parou. Nos próximos oito anos, somente mais cinco estados ratificaram, e cinco dos trinta e cinco estados ratificados votaram para rescindir sua ratificação. Schlafly, cujo biógrafo a chamou de "the sweetheart of the silent majority", é uma Atenas contemporânea no papel de filha arquetípica do pai, defendendo valores patriarcais.
O Justo Meio-Termo
Quando o arquétipo de Atenas é forte, a mulher mostra uma tendência natural de fazer todas as coisas com moderação para viver "o justo meio-termo", que era o ideal ateniense. Os excessos são em geral o resultado de sentimentos intensos ou de necessidades ou de uma natureza apaixonada, justa, temível, ou cobiçosa, coisas que são antitéticas para a racional Atenas. O justo meiotermo é também mantido pela tendência de Atenas de conduzir acontecimentos, notar efeitos, e mudar um curso de ação tão logo ele pareça improdutivo.
A Atenas Encouraçada
Atenas chegou ao cenário olímpico com esplêndida couraça dourada. E, na verdade, estar "encouraçada" é um traço de Atenas. As defesas intelectuais conservam tal mulher longe do sofrimento, tanto do próprio como o dos outros. No meio da agitação emocional ou cruel luta corpoa-corpo, ela permanece impermeável ao sentimento enquanto observa, qualifica e analisa o que está acontecendo, e decide o que fará depois. No mundo competitivo, o arquétipo de Atenas tem indiscutível vantagem sobre o de Artemis. A mulher tipo Artemis tem objetivos e compete, mas não é encouraçada, como a deusa Artemis, que usava uma túnica curta. Se o arquétipo da mulher é Artemis em vez de Atenas, ela é pessoalmente atingida por qualquer hostilidade ou decepção inesperada. Pode ficar ferida ou insultada, e pode tornar-se emotiva e menos efetiva. Na mesma situação, Atenas avalia friamente o que está acontecendo.
A Atenas Encouraçada
Atenas chegou ao cenário olímpico com esplêndida couraça dourada. E, na verdade, estar "encouraçada" é um traço de Atenas. As defesas intelectuais conservam tal mulher longe do sofrimento, tanto do próprio como o dos outros. No meio da agitação emocional ou cruel luta corpoa-corpo, ela permanece impermeável ao sentimento enquanto observa, qualifica e analisa o que está acontecendo, e decide o que fará depois. No mundo competitivo, o arquétipo de Atenas tem indiscutível vantagem sobre o de Artemis. A mulher tipo Artemis tem objetivos e compete, mas não é encouraçada, como a deusa Artemis, que usava uma túnica curta. Se o arquétipo da mulher é Artemis em vez de Atenas, ela é pessoalmente atingida por qualquer hostilidade ou decepção inesperada. Pode ficar ferida ou insultada, e pode tornar-se emotiva e menos efetiva. Na mesma situação, Atenas avalia friamente o que está acontecendo.
Cultivando Atenas
As mulheres que não são por natureza como Atenas podem cultivar esse arquétipo através da educação ou trabalho. A educação requer o desenvolvimento das qualidades de Atenas. Quando a mulher leva a sério a escola, ela desenvolve hábitos de estudo disciplinados. Matemática, ciências, gramática, pesquisa e escrever dissertações requer as habilidades de Atenas. O trabalho tem efeito semelhante. Comportar-se "profissionalmente" implica que a mulher seja objetiva, impessoal e habilidosa. A mulher que sente profundamente pelos outros pode ingressar na medicina ou na enfermagem, por exemplo, descobrir que entrou no território de Atenas e precisa aprender a observação desapaixonada, o pensamento lógico e certas habilidades. Toda instrução estimula o desenvolvimento desse arquétipo. Aprender fatos objetivos, pensar claramente, preparar-se para os exames e fazer testes são todos exercícios que evocam Atenas. Atenas pode também desenvolver escapatória para necessidades. Uma jovem numa família corrupta pode aprender a esconder seus sentimentos e vestir couraça protetora. Pode tornar-se insensível e não estar a par de seus sentimentos porque de outra maneira não estará segura. Ela deve aprender a observar e a usar de estratégia para sobreviver. Atenas torna-se ativada em qualquer momento que uma mulher vitimada comece a planejar um meio de sobrevivência ou de fuga. Walter F. Otto, autor de The Homeric Gods, denominou Atenas de deusa "continuamente próxima". Ela se punha imediatamente atrás de seus heróis e era invisível aos outros. Sussurrava conselhos, aconselhava comedimento e lhes dava certa margem de superioridade sobre seus rivais. O arquétipo de Atenas "continuamente próxima" precisa ser convidado "a se aproximar" toda vez suas habilidades, mesmo que não tenha sido desencorajada a entrar para o ramo comercial ou profissional. Quando a mulher tipo Atenas tem um pai muito diferente de Zeus talvez um fracassado nos negócios, alcoólatra, poeta sem fama ou novelista inédito - seu desenvolvimento na linha de Atenas é usualmente colocado em situação desvantajosa. Ela pode não aspirar a alcançar objetivos que poderia desempenhar. E até mesmo quando dá aos outros a impressão de ser bem sucedida, frequentemente sente-se como uma impostora que será desmascarada. A menos que elas próprias sejam mulheres tipo Atenas, muitas mães de filhas tipo Atenas sentem-se não apreciadas, ou sentem como se suas filhas fossem de uma espécie completamente diferente. Por exemplo, qualquer mulher orientada para os relacionamentos provavelmente encontrar-se-á em falta de comunicação com sua filha tipo Atenas. Quando ela fala sobre as pessoas e os acontecimentos, a filha está desinteressada. Ao contrário, sua filha quer saber como alguma coisa funciona, e descobre que sua mãe não tem a mais obscura noção ou desejo de saber. Como resultado de suas diferenças, a filha tipo Atenas pode tratar sua mãe como uma incompetente. Certa mãe observou que sua filha "tinha dez anos e aparentava trinta". O lema de sua filha parecia ser: "Oh, mamãe, seja prática!" Esta mãe continuava a dizer: "Algumas vezes minha filha me fez sentir como se ela fosse adulta e eu fosse uma criança retardada!" Deve ser igualmente negativa a experiência de uma filha tipo Atenas com a mãe que dá a impressão de haver alguma coisa errada com sua filha. Tal mãe pode comentar, por exemplo: "Você não é mais do que uma máquina calculadora" ou "tente fingir que você é uma moça".
A mulher que desenvolve suas qualidades de Atenas e é uma alta realizadora com auto-estima usualmententeve pais seguindo o modelo Zeus-Métis5 (pai bem sucedido no primeiro plano, mãe disciplinada no pano de fundo) e a posição de primogênita na família. Muitas vezes sua posição na família aconteceu por descuido. Ela pode ter sido a única filha ou a mais velha de diversas meninas. Ou seu irmão pode ter sofrido de debilidade mental ou física, ou ter sido um sério desapontamento para seu pai. Como conseqüência, ela se tornou a beneficiária das aspirações de seu pai por um filho e a companheira com quem ele compartilha seus interesses. Uma Atenas com auto-imagem positiva, que não tem conflitos sobre o ter ambição, poderia também ser a filha de pais que exercem ambos suas carreiras, ou a filha de uma mãe bem sucedida. Ela cresce tendo mãe como modelo e ajuda paterna para ser ela mesma.
Adolescência e Juventude
As garotas tipo Atenas olham embaixo das capotas do carro. São daquelas que aprendem como consertar as coisas. São as garotas que nas aulas de computação aprendem imediata e animadamente como funcionam as máquinas e têm afinidade com a linguagem compu computação. Elas podem ser imediatamente atraídas por um programa de computação, como um pato atraído pela água, porque pensam linearmente e claramente, dando atenção aos detalhes. São as garotas que aprendem sobre bolsas de valores, que poupam e investem. Por exemplo, as vinte e cinco mulheres bem sucedidas (todas elas ocupando posições de presidente e vice-presidente em firmas nacionalmente reconhecidas) estudadas por Henning e Jardim se encaixam no modelo de Atenas. Eram "filhas do pai" - filhas que partilharam interesses e atividades com seus bem sucedidos pais. Igual a Métis, que foi engolida por Zeus, suas mães eram mulheres cuja educação nunca se igualou ou ultrapassou seus maridos; vinte e quatro das vinte e cinco mães eram donas de casa, e a vigésima quinta era professora. A relação pai-filha era vividamente relembrada como algo de significativo; em troca, a relação mãe-filha era vaga e generalizada. Muitas vezes, uma garota tipo Atenas pensa que "a maior parte das garotas são tolas ou idiotas", expressando a mesma atitude que os meninos têm na pré-adolescência. É muito mais provável que uma garota tipo Atenas esteja interessada em classificar um estranho defeito mecânico do que ficar alarmada com ele. Ela fica perplexa quando outras garotas dão respostas infantis. Condizendo com uma garota que se parece com Atenas, que puniu Aracne, nenhuma aranha "que sentar-se ao lado dela" assustará a senhorita Atenas. A jovem tipo Atenas pode levar vantagem nos trabalhos de costura, tecelagem ou renda feita a mão. Ela pode apreciar várias artes e compartilhar esses interesses com sua mãe ou com outras garotas tradicionalmente inclinadas com as quais ela muitas vezes sente pouco em comum. Ela, mais do que as outras, pode apreciar o desafio de estabelecer um padrão e desenvolver uma habilidade, e pode não estar motivada a ser capaz de fazer roupas de boneca ou coisas bonitas para si própria. Sente prazer no resultado do artesanato. O aspecto prático e uma apreciação pela qualidade a motivam a fazer suas próprias roupas. As garotas tipo Atenas usualmente não são filhas-problema, como muitas outras. As cenas de gritaria e lágrimas estão notavelmente ausentes. As mudanças hormonais dificilmente parecem afetar o comportamento ou os modos de tal garota. Ela pode passar seus dias na escola secundária com os rapazes que são intelectualmente iguais a ela. Talvez se inscreva num clube de xadrez, trabalhe no anuário da escola ou compita na feira de ciências. É provável que goste de matemática e sobressaia-se nela, ou dedique seu tempo à química, física ou laboratório de computação. Socialmente atentas, as garotas tipo Atenas extrovertidas usam seus poderes de observação, observando o que usar, ou quais alianças sociais elas deveriam manter. Comentam sobre suas habilidades de competirem socialmente, de serem populares e não se envolverem emocionalmente. As mulheres tipo Atenas planejam para o futuro. Muitas pensam consideravelmente naquilo que irão fazer após a escola secundária. Se tal mulher for financeiramente capaz de cursar uma faculdade, pensará sobre as que estão disponíveis para ela, e sabiamente escolherá por si mesma. Até mesmo se sua família não puder ajudála a entrar numa faculdade, em geral encontrará um modo de conseguir bolsa de estudo ou ajuda financeira. O equivalente feminino de Horácio Alger é quase sempre a mulher tipo Atenas. Muitas mulheres tipo Atenas acham a faculdade liberadora. Tendo escolhido uma escola que é certa para si, devido às suas ofertas educacionais e à eficiência do corpo discente, elas mergulham, mais livres para serem elas mesmas do que fora possível no colégio. As mulheres tipo Atenas escolhem escolas co-educacionais por causa de sua compatibilidade com os homens e a alta estima que têm por eles.
A mulher que desenvolve suas qualidades de Atenas e é uma alta realizadora com auto-estima usualmententeve pais seguindo o modelo Zeus-Métis5 (pai bem sucedido no primeiro plano, mãe disciplinada no pano de fundo) e a posição de primogênita na família. Muitas vezes sua posição na família aconteceu por descuido. Ela pode ter sido a única filha ou a mais velha de diversas meninas. Ou seu irmão pode ter sofrido de debilidade mental ou física, ou ter sido um sério desapontamento para seu pai. Como conseqüência, ela se tornou a beneficiária das aspirações de seu pai por um filho e a companheira com quem ele compartilha seus interesses. Uma Atenas com auto-imagem positiva, que não tem conflitos sobre o ter ambição, poderia também ser a filha de pais que exercem ambos suas carreiras, ou a filha de uma mãe bem sucedida. Ela cresce tendo mãe como modelo e ajuda paterna para ser ela mesma.
Adolescência e Juventude
As garotas tipo Atenas olham embaixo das capotas do carro. São daquelas que aprendem como consertar as coisas. São as garotas que nas aulas de computação aprendem imediata e animadamente como funcionam as máquinas e têm afinidade com a linguagem compu computação. Elas podem ser imediatamente atraídas por um programa de computação, como um pato atraído pela água, porque pensam linearmente e claramente, dando atenção aos detalhes. São as garotas que aprendem sobre bolsas de valores, que poupam e investem. Por exemplo, as vinte e cinco mulheres bem sucedidas (todas elas ocupando posições de presidente e vice-presidente em firmas nacionalmente reconhecidas) estudadas por Henning e Jardim se encaixam no modelo de Atenas. Eram "filhas do pai" - filhas que partilharam interesses e atividades com seus bem sucedidos pais. Igual a Métis, que foi engolida por Zeus, suas mães eram mulheres cuja educação nunca se igualou ou ultrapassou seus maridos; vinte e quatro das vinte e cinco mães eram donas de casa, e a vigésima quinta era professora. A relação pai-filha era vividamente relembrada como algo de significativo; em troca, a relação mãe-filha era vaga e generalizada. Muitas vezes, uma garota tipo Atenas pensa que "a maior parte das garotas são tolas ou idiotas", expressando a mesma atitude que os meninos têm na pré-adolescência. É muito mais provável que uma garota tipo Atenas esteja interessada em classificar um estranho defeito mecânico do que ficar alarmada com ele. Ela fica perplexa quando outras garotas dão respostas infantis. Condizendo com uma garota que se parece com Atenas, que puniu Aracne, nenhuma aranha "que sentar-se ao lado dela" assustará a senhorita Atenas. A jovem tipo Atenas pode levar vantagem nos trabalhos de costura, tecelagem ou renda feita a mão. Ela pode apreciar várias artes e compartilhar esses interesses com sua mãe ou com outras garotas tradicionalmente inclinadas com as quais ela muitas vezes sente pouco em comum. Ela, mais do que as outras, pode apreciar o desafio de estabelecer um padrão e desenvolver uma habilidade, e pode não estar motivada a ser capaz de fazer roupas de boneca ou coisas bonitas para si própria. Sente prazer no resultado do artesanato. O aspecto prático e uma apreciação pela qualidade a motivam a fazer suas próprias roupas. As garotas tipo Atenas usualmente não são filhas-problema, como muitas outras. As cenas de gritaria e lágrimas estão notavelmente ausentes. As mudanças hormonais dificilmente parecem afetar o comportamento ou os modos de tal garota. Ela pode passar seus dias na escola secundária com os rapazes que são intelectualmente iguais a ela. Talvez se inscreva num clube de xadrez, trabalhe no anuário da escola ou compita na feira de ciências. É provável que goste de matemática e sobressaia-se nela, ou dedique seu tempo à química, física ou laboratório de computação. Socialmente atentas, as garotas tipo Atenas extrovertidas usam seus poderes de observação, observando o que usar, ou quais alianças sociais elas deveriam manter. Comentam sobre suas habilidades de competirem socialmente, de serem populares e não se envolverem emocionalmente. As mulheres tipo Atenas planejam para o futuro. Muitas pensam consideravelmente naquilo que irão fazer após a escola secundária. Se tal mulher for financeiramente capaz de cursar uma faculdade, pensará sobre as que estão disponíveis para ela, e sabiamente escolherá por si mesma. Até mesmo se sua família não puder ajudála a entrar numa faculdade, em geral encontrará um modo de conseguir bolsa de estudo ou ajuda financeira. O equivalente feminino de Horácio Alger é quase sempre a mulher tipo Atenas. Muitas mulheres tipo Atenas acham a faculdade liberadora. Tendo escolhido uma escola que é certa para si, devido às suas ofertas educacionais e à eficiência do corpo discente, elas mergulham, mais livres para serem elas mesmas do que fora possível no colégio. As mulheres tipo Atenas escolhem escolas co-educacionais por causa de sua compatibilidade com os homens e a alta estima que têm por eles.
O Trabalho
A mulher tipo Atenas pretende fazer alguma coisa de si própria. Trabalha arduamente em direção àquele fim, aceita a realidade tal como ela é e se adapta. Portanto, os anos de idade adulta lhe são usualmente produtivos. No mundo do poder e da realização, seu uso da estratégia e do pensamento lógico mostra parentesco com Atenas. No lar, ela se sobressai nas artes domésticas, também domínio de Atenas, usando sua mente prática e olho estético para dirigir uma ordem doméstica eficiente. Se uma garota tipo Atenas tiver que ir diretamente da escola secundária para o trabalho, muitas vezes ela se prepara para essa necessidade freqüentando cursos de assuntos educacionais e assumindo empregos de verão que apresentem boas oportunidades. As mulheres tipo Atenas não brincam de Cinderela e não esperam ser salvas pelo casamento. Fantasiar que "algum dia meu príncipe virá" é estranho para o estilo da mulher tipo Atenas. Se se casa e dirige uma família, ela é usualmente uma administradora eficiente. Seja para compras, lavanderia ou governanta, ela tem um sistema que funciona. Na cozinha, por exemplo, tudo está provavelmente no lugar. Ninguém precisa ensinar a mulher tipo Atenas sobre um organograma, pois a organização lhe vem naturalmente. Ela planeja as compras para a semana seguinte e planeja as refeições para fazer ótimo uso da pechincha. A mulher tipo Atenas acha desafiadoras as tarefas de viver dentro de um orçamento, empregar bem o dinheiro. A mulher tipo Atenas pode ser uma professora extraordinária. Explica claramente e bem. Se o assunto requer informação precisa, ela é capaz de dominá-lo. Sua especialidade deve ser explicar procedimentos complexos que progridem gradualmente. A professora tipo Atenas é provavelmente uma das mais exigentes. É daquelas que não aceitam desculpas e esperam o máximo desempenho. Não se deixa levar por estórias tristes nem dá notas imerecidas. Dá o melhor de si para os alunos que a desafiam intelectualmente. Favorece os alunos que trabalham bem e passa mais tempo com eles do que com os que ficam para trás, ao contrário da maternal professora tipo Deméter, que dá mais de si para aqueles que necessitam de ajuda. Como artista, a mulher tipo Atenas faz objetos funcionais que agradam esteticamente. Também tem tino comercial e, portanto, lhe interessa mostrar e vender seu trabalho, tanto quanto fazê-lo. Maneja bem as mãos e, qualquer que seja sua habilidade, orgulha-se de dominar a habilidade requerida e do acabamento de seu produto. Pode fazer com prazer variações do mesmo objeto. A mulher tipo Atenas num setor acadêmico é provavelmente uma pesquisadora capacitada. Com sua maneira lógica de abordar e a atenção para os detalhes, torna-se natural para ela fazer experiências ou coligir dados. Seus campos de interesse são usualmente aqueles que valorizam a clareza do pensamento e o uso da evidência. Ela tende a ser boa em matemática e ciências, e pode partir para o comércio, advocacia, engenharia, ou medicina, profissões tradicionalmente masculinas, ramos em que se sente bastante confortável como uma das poucas mulheres no setor.
Relacionamento com Mulheres: distante ou evitado
A mulher tipo Atenas em geral tem falta de amigas íntimas, um padrão que deve ter sido observado na época da puberdade, quando ela não formava elos com os melhores amigos, ou até mesmo antes. Na adolescência muitos amigos compartilham seus medos, segredos misteriosos e saudades, e também a ansiedade sobre a modificação de seus corpos, problemas com os pais e futuro incerto. Interesses pelos rapazes, sexo e drogas são as ansiedades primárias para algumas garotas. Outras estão no meio de revoltas poéticas ou criativas, ou preocupadas com pensamentos a respeito da morte, insanidade, misticismo ou conflito religioso. Todos são tópicos a serem discutidos com amigos que têm interesses semelhantes, não com um observador sem romantismo ou racionalista cético, tal como a jovem Atenas. Além do mais, na mitologia grega, certa vez Atenas teve uma amiga que era como irmã, chamada lodama ou Palas. A duas estavam envolvidas num jogo competitivo, terminando mortalmente quando a lança de Atenas acidentalmente atingiu e matou sua amiga. Uma versão da origem do nome "Palas Atenas" é o da homenagem à sua amiga. Como no mito, se a falta de empatia da jovem Atenas não mata seu potencial de amizade com outras jovens, sua necessidade de vencer pode fazê-lo. Na vida real, a mulher amiga pode tornar-se intimidada quando sua companheira tipo Atenas se esquece da importância de seu relacionamento e se concentra no vencer, algumas vezes até mesmo pela decepção, revelando um lado de sua personalidade que mata a amizade. Uma falta de afinidade com outras mulheres começou na infância com a admiração pelos pais ou afinidade com eles, e/ou com a dessemelhança de personalidade e intelecto entre elas e suas mães. Essa tendência então se junta a uma falta de amizades femininas íntimas. Como conseqüência, as mulheres tipo Atenas não se sentem como irmãs e se exasperam com outras mulheres. Elas não se sentem parecidas nem com as mulheres tradicionais e nem com as feministas, com as quais elas podem talvez se assemelhar, especialmente quando são mulheres de carreira. A "irmandade", portanto, é um conceito estranho a muitas mulheres tipo Atenas. Na mitologia, Atenas deu o voto decisivo para o patriarcado no processo de Orestes. Nos tempos contemporâneos, tem sido muitas vezes uma mulher tipo Atenas que, ao falar contra a ação afirmativa, a Emenda dos Direitos de Igualdade (ERA) e o direito ao aborto, foi decisiva para vencer a posição feminista. Lembro-me de quão efetiva foi Atenas quando fui uma patrocinadora da ERA. A mulher tipo Atenas erguer-se-ia para falar com tal exclamação: "Sou mulher e sou contra a ERA!" E na maior parte os do sexo masculino e mormente a silenciosa oposição zombaria por trás dela. A cada momento ela era a equivalente local de Phyllis Schlafly no seu papel de defensora do patriarcal "status quo" e em sua costumeira posição de mulher-colega com quem os homens se sentiam mais à vontade.A estória de Aracne, a tecelã que foi transformada em aranha por Atenas por ousar tornar públicas as seduções e violações de Zeus, é outro mito com paralelos contemporâneos.
Uma estudante ou secretária podem registrar uma queixa de hostilidade sexual contra seu professor ou empregador. Uma filha pode revelar incesto na família e suscitar atenção hostil para o comportamento de seu pai (muitas vezes proeminente). Ou uma paciente pode relatar que seu psiquiatra agiu sem ética tendo relações sexuais com ela. Tal mulher, como Aracne, é uma "qualquer" que põe em perigo o comportamento de um homem poderoso que em particular tira proveito de sua posição dominante para intimidar sexualmente, seduzir ou desarmar as mulheres vulneráveis. A mulher tipo Atenas está freqüentemente zangada com a mulher que se queixa, mais do que com o homem contra o qual é feita a queixa. Ela pode culpar a vítima feminina por provocar o acontecimento. Ou, mais tipicamente, como a própria deusa, ela ficaenraivecida porque a mulher tornaria pública uma ação que submete o homem à crítica. As feministas reagem com raiva às bem sucedidas carreiras das mulheres Atenas. Estas, de um lado defendem o "status quo", posições patriarcais em decisões políticas envolvendo as mulheres e, por outro lado, parecem obter os maiores benefícios da influência dos movimentos das mulheres na educação, oportunidades e progresso. A primeira mulher a ter acesso ou reconhecimento numa situação dominada pelo sexo masculino, muitas vezes é aquela que as feministas descrevem como a "abelha rainha". Tais mulheres não ajudam suas "irmãs" a progredir. Na verdade, elas podem tornar o progresso geral mais difícil.
Uma estudante ou secretária podem registrar uma queixa de hostilidade sexual contra seu professor ou empregador. Uma filha pode revelar incesto na família e suscitar atenção hostil para o comportamento de seu pai (muitas vezes proeminente). Ou uma paciente pode relatar que seu psiquiatra agiu sem ética tendo relações sexuais com ela. Tal mulher, como Aracne, é uma "qualquer" que põe em perigo o comportamento de um homem poderoso que em particular tira proveito de sua posição dominante para intimidar sexualmente, seduzir ou desarmar as mulheres vulneráveis. A mulher tipo Atenas está freqüentemente zangada com a mulher que se queixa, mais do que com o homem contra o qual é feita a queixa. Ela pode culpar a vítima feminina por provocar o acontecimento. Ou, mais tipicamente, como a própria deusa, ela ficaenraivecida porque a mulher tornaria pública uma ação que submete o homem à crítica. As feministas reagem com raiva às bem sucedidas carreiras das mulheres Atenas. Estas, de um lado defendem o "status quo", posições patriarcais em decisões políticas envolvendo as mulheres e, por outro lado, parecem obter os maiores benefícios da influência dos movimentos das mulheres na educação, oportunidades e progresso. A primeira mulher a ter acesso ou reconhecimento numa situação dominada pelo sexo masculino, muitas vezes é aquela que as feministas descrevem como a "abelha rainha". Tais mulheres não ajudam suas "irmãs" a progredir. Na verdade, elas podem tornar o progresso geral mais difícil.
Relacionamento com homens: somente os heróis têm vez
A mulher tipo Atenas sente-se atraída pelos homens bem sucedidos. Na faculdade ela tende àquele que é a sumidade no departamento. Nas firmas é atraída para o homem em ascensão e que será um dia o cabeça da corporação. Ela tem cautelosa habilidade de designar de antemão os vencedores. É atraída pelo poder, ou procura-o por si mesmo, muitas vezes com o auxílio de um mentor bem sucedido e mais velho ou, mais tradicionalmente, como companheira, esposa, secretária executiva, ou aliada de um homem ambicioso e capacitado. Para as mulheres tipo Atenas, como o antigo Secretário de Estado Henry Kissinger observou, "o poder é o melhor afrodisíaco". As mulheres tipo Atenas não têm paciência com pessoas idiotas. Elas são impacientes com os sonhadores, não se impressionam com homens que estão em busca de alguma coisa relativa a qualquer outro mundo e não simpatizam com os homens que têm compaixão demasiada na hora de agir decisivamente. Não consideram como pessoas românticas os poetas que passam fome, nem são fascinadas por eternos adolescentes disfarçados de adultos. Para a mulher tipo Atenas "bom coração", "neurótico", ou "sensível" são adjetivos para descrever "os perdedores". Em relação aos homens, somente os heróis têm vez. A mulher tipo Atenas usualmente escolhe seu homem. Ela pode fazer isso recusando encontro marcado ou oportunidades de trabalho com homens que não satisfazem seus padrões de sucesso ou potencial para o sucesso; ou pode enfocar a mira num determinado homem com sutil estratégia para que ele permaneça inconsciente, acreditando que foi ele quem a escolheu. com o mesmo senso de oportunidade de uma negociadora sensível que conhece seu homem, ela pode ser aquela que traz à baila o assunto do casamento ou de uma aliança de trabalho. Se escolher tornar-se sua protegida nos negócios ou secretária, encontra oportunidade para impressioná-lo com suas capacidades e rigoroso trabalho. Uma vez na proximidade dele, luta por tornar-se indispensável a ele, papel que, uma vez conquistado, lhe dá igual satisfação emocional e satisfação de trabalho. Ser uma "office-wife" ou segunda mandatária dá à mulher tipo Atenas sentimento de poder e afiliação a um "grande homem" escolhido, a quem ela deve devotar lealdade por toda a vida. A mulher tipo Atenas adora discutir a estratégia e ser informada do que acontece por trás da cena. Seu conselho e deliberação podem ser bastante perceptivos e úteis, tanto quanto potencialmente desumanos. Ela valoriza os homens que vão atrás do que elas querem, que são fortes e possuem muitos recursos. Para algumas mulheres tipo Atenas, quanto mais parecido ao "astuto Odisseu" seu homem vier a ser, tanto melhor.
Sexualidade
A mulher tipo Atenas tem opinião própria e freqüentemente não está a par de seu corpo. Considera o corpo uma parte utilitária de si mesma, e não toma consciência dele até que ele fique doente ou ferido. Tipicamente, ela não é uma mulher sensual ou "sexy", nem é dada ao flerte ou ao romantismo. Ela gosta dos homens como amigos ou mentores, e não tanto como amantes. Diferentemente de Artemis, raramente considera o sexo um esporte ou uma aventura recreativa. Como a mulher tipo Artemis, ela precisa de Afrodite ou de Hera como arquétipos ativos para que a sexualidade se torne uma expressão de atração erótica ou compromisso emocional. Caso contrário, o sexo é "um aspecto de um acordo" inerente numa ligação particular, ou é um ato calculado. Em qualquer caso, uma vez que resolva ser sexualmente ativa ela aprende habilidosamente como fazer amor. A mulher tipo Atenas freqüentemente permanece celibatária por longos períodos na sua vida de adulta, enquanto enfoca seus esforços na carreira. Se for uma devota secretária executiva ou assistente administrativa de um grande homem escolhido, ela pode permanecer uma "office-wife" celibatária. Se a mulher permanece identificada com Atenas, sua atitude com respeito à sexualidade pode ser aproximadamente a mesma que com outras funções corporais alguma coisa que é feita regularmente e que é bom para ela. E também parte de seu papel como esposa. Atenas parece bem representada entre as mulheres lésbicas, ao contrário do que se poderia esperar, dado as lealdades patriarcais da mulher tipo Atenas, a afinidade com os heróis e a falta de sentimento fraternal. A mulher tipo Atenas e lésbica tem a tendência de ter uma parceira parecida com ela. Elas podem ser ambas mulheres profissionais, altas realizadoras que começaram como colegas antes de se tornarem amantes. Em suas ligações, as mulheres tipo Atenas e lésbicas podem admirar as qualidades e o sucesso "heróicos" da outra ou podem ser atraídas para o intelecto da outra. O companheirismo e a lealdade, mais do que a paixão, as mantêm juntas; o sexo entre elas pode decair até desaparecer. É provável que mantenham a natureza homossexual de suas relações oculta dos outros. A ligação delas é muitas vezes duradoura, sobrevivendo às separações causadas pelas exigências da carreira.
Casamento
Quando as mulheres não tinham muita oportunidade de serem bem sucedidas em suas próprias carreiras, muitas mulheres tipo Atenas faziam bons casamentos. Casavam-se com homens que trabalhavam muitíssimo e os respeitavam. Outrora, como hoje, é mais provável que o casamento da mulher tipo Atenas seja mais uma parceria amistosa do que uma união apaixonada. As chances são de que ela tenha penetrado no interior dele com bastante esmero e que eles sejam bastante compatíveis. Ela é sua aliada e companheira, uma esposa vitalmente interessada em sua carreira ou negócios, que planeja minuciosamente a estratégia sem ele sobre como progredirem e trabalhará ao seu lado se necessário. Como Atenas, que refreouo enraivecido Aquiles quando ele estava para atacar seu chefe Agamêmnon, ela pode também sabiamente impedi-lo de uma ação precipitada ou impulsiva. Se o marido for mais velho e bem estabelecido na época do casamento, envolvido em negociações muito complicadas e sofisticadas ou técnicas, o principal papel de uma esposa tipo Atenas será o de ser sua aliada social. Sua tarefa então é ser um componente social, para entreter bem e ser seu braço direito ao manter importantes alianças sociais. Além de aconselhar seu marido ou tratar do entretenimento para o progresso de sua carreira, ele dirige o lar e suas atividades de modo muito competente. Acha fácil acompanhar o curso do orçamento e das tarefas, dada a sua atenção ao detalhe e à maneira prática de abordar. Ela também gera e cria os filhos ou herdeiros como parte da parceria. A comunicação entre a esposa tipo Atenas e seu marido sobre os acontecimentos é em geral excelente. Mas a comunicação a respeito dos sentimentos pode praticamente não existir, ou porque ele menospreza os sentimentos, como ela, ou porque aprendeu que ela não entende de sentimentos. As mulheres tipo Hera e as mulheres tipo Atenas são atraídas por homens de poder e autoridade, como Zeus. Contudo, o que elas esperam dele e a natureza da relação que cada uma tem com ele é amplamente diferente. A mulher tipo Hera transforma o homem num deus pessoal, responsável por satisfazê-la - o afeto que ela sente por ele é uma conexão profunda, instintiva. Quando informada de que ele é infiel, sente mágoa no coração e se enraivece com a outra mulher, que assume grande importância aos seus olhos.
Em contraste, a mulher tipo Atenas é praticamente impermeável ao ciúme sexual. Ela vê seu casamento como uma associação mútua vantajosa. Usualmente dá e espera lealdade, que ela pode não equacionar com fidelidade sexual. Também acha difícil acreditar que será substituída por uma atração passageira. Jacqueline Kennedy Onassis parece ser mulher tipo Atenas. Casou-se com o senador John F. Kennedy, que se tornou presidente dos Estados Unidos. Mais tarde tornou-se esposa de Aristóteles Onassis, reputado como um dos homens mais ricos, desumanos e poderosos do mundo. Sabia-se que ambos tinham aventuras amorosas extraconjugais. Kennedy era cometedor de adultérios, com numerosas ligações, e Onassis tinha um romance bastante divulgado com a cantora de ópera Maria Callas. A menos que Jacqueline Onassis fosse uma atriz consagrada, ela parece não ter sido vingativa com as outras mulheres. Sua aparente falta de ciúme e rancor, mais a escolha de homens poderosos, são características da mulher tipo Atenas. Enquanto o casamento em si não for ameaçado, a mulher tipo Atenas pode racionalizar e aceitar o fato de uma amante. Às vezes, contudo, a mulher tipo Atenas menospreza grandemente o significado do interesse do seu marido por outra mulher. Em certo ponto ela é cega. Sendo ela própria intocável pela paixão, não pode calcular sua importância para alguém mais. Ademais, ela tem uma falta de empatia ou compaixão pelos sentimentos - vulneráveis ou valores espirituais que podem ter um significado especial para seu marido. Esta falta de entendimento pode pegá-la despreparada quando, ao contrário de suas expectativas, seu marido quer se divorciar dela e casar-se com outra mulher. Quando a decisão do divórcio é tomada pela mulher tipo Atenas, ela é capaz de repelir um marido por quem é "bastante apaixonada" com relativamente pouca emoção ou pesar. Certamente foi essa a impressão dada por uma corretora de valores de trinta e um anos de idade que eu conheci. Ela vivia um casamento no qual ambos tinham suas carreiras, até que o marido, executivo de publicidade, foi despedido. Ele andava de um lado para outro em vez de procurar emprego, e ela cada vez mais infeliz e desrespeitosa para com ele. Depois de um ano ela lhe disse que queria o divórcio. Sua atitude foi semelhante à de um homem de negócios que despede uma pessoa incapaz de executar as responsabilidades do trabalho, ou que substitui o trabalhador quando um homem melhor se apresenta para o trabalho. Ela estava tristemente relutante em lhe dizer e achou a confrontação penosa, ainda que sua conclusão inevitável fosse a de que ele deveria partir. E, uma vez que a desagradável tarefa foi cumprida, ela experimentou um sentimento de alívio. Quer ela incite o divórcio ou não, a mulher tipo Atenas lida competentemente com a situação. As decisões são geralmente negociadas sem rancor ou amargura. Ela não se sente pessoalmente destruída até mesmo se ele a deixar por alguma outra. Pode permanecer em bom entendimento com o ex-marido, e pode até mesmo continuar uma sociedade comercial. O casamento em que cada qual tem a sua profissão, onde o marido e a esposa estão seriamente envolvidos nas carreiras, é fenômeno relativamente novo. As mulheres tipo Atenas podem ser mais bem sucedidas do que outras nesse tipo de casamento. Exige se a mente de uma Atenas para planejar e levar a cabo a logística de ter dois parceiros trabalhadores, com metas a longo prazo e com horários que podem não estar de acordo com um padrão de trabalho das 9 às 5, ao mesmo tempo mantendo o vestuário e a presença social da classe profissional em ascensão social. As mulheres tipo Atenas tendem a ser mais conservadoras quanto aos papéis tradicionais, e são menos prováveis de fazerem exigências igualitárias por questão de princípio. Contudo, a mulher tipo Atenas, num casamento em que cada qual tem sua profissão, usualmente negligencia os assuntos domésticos, contrata auxílio eficiente, dá a impressão de ser uma super-mulher enquanto cuida de sua própria carreira e de seu lar, trabalha como aliada de seu marido e como valorosa confidente.
Em contraste, a mulher tipo Atenas é praticamente impermeável ao ciúme sexual. Ela vê seu casamento como uma associação mútua vantajosa. Usualmente dá e espera lealdade, que ela pode não equacionar com fidelidade sexual. Também acha difícil acreditar que será substituída por uma atração passageira. Jacqueline Kennedy Onassis parece ser mulher tipo Atenas. Casou-se com o senador John F. Kennedy, que se tornou presidente dos Estados Unidos. Mais tarde tornou-se esposa de Aristóteles Onassis, reputado como um dos homens mais ricos, desumanos e poderosos do mundo. Sabia-se que ambos tinham aventuras amorosas extraconjugais. Kennedy era cometedor de adultérios, com numerosas ligações, e Onassis tinha um romance bastante divulgado com a cantora de ópera Maria Callas. A menos que Jacqueline Onassis fosse uma atriz consagrada, ela parece não ter sido vingativa com as outras mulheres. Sua aparente falta de ciúme e rancor, mais a escolha de homens poderosos, são características da mulher tipo Atenas. Enquanto o casamento em si não for ameaçado, a mulher tipo Atenas pode racionalizar e aceitar o fato de uma amante. Às vezes, contudo, a mulher tipo Atenas menospreza grandemente o significado do interesse do seu marido por outra mulher. Em certo ponto ela é cega. Sendo ela própria intocável pela paixão, não pode calcular sua importância para alguém mais. Ademais, ela tem uma falta de empatia ou compaixão pelos sentimentos - vulneráveis ou valores espirituais que podem ter um significado especial para seu marido. Esta falta de entendimento pode pegá-la despreparada quando, ao contrário de suas expectativas, seu marido quer se divorciar dela e casar-se com outra mulher. Quando a decisão do divórcio é tomada pela mulher tipo Atenas, ela é capaz de repelir um marido por quem é "bastante apaixonada" com relativamente pouca emoção ou pesar. Certamente foi essa a impressão dada por uma corretora de valores de trinta e um anos de idade que eu conheci. Ela vivia um casamento no qual ambos tinham suas carreiras, até que o marido, executivo de publicidade, foi despedido. Ele andava de um lado para outro em vez de procurar emprego, e ela cada vez mais infeliz e desrespeitosa para com ele. Depois de um ano ela lhe disse que queria o divórcio. Sua atitude foi semelhante à de um homem de negócios que despede uma pessoa incapaz de executar as responsabilidades do trabalho, ou que substitui o trabalhador quando um homem melhor se apresenta para o trabalho. Ela estava tristemente relutante em lhe dizer e achou a confrontação penosa, ainda que sua conclusão inevitável fosse a de que ele deveria partir. E, uma vez que a desagradável tarefa foi cumprida, ela experimentou um sentimento de alívio. Quer ela incite o divórcio ou não, a mulher tipo Atenas lida competentemente com a situação. As decisões são geralmente negociadas sem rancor ou amargura. Ela não se sente pessoalmente destruída até mesmo se ele a deixar por alguma outra. Pode permanecer em bom entendimento com o ex-marido, e pode até mesmo continuar uma sociedade comercial. O casamento em que cada qual tem a sua profissão, onde o marido e a esposa estão seriamente envolvidos nas carreiras, é fenômeno relativamente novo. As mulheres tipo Atenas podem ser mais bem sucedidas do que outras nesse tipo de casamento. Exige se a mente de uma Atenas para planejar e levar a cabo a logística de ter dois parceiros trabalhadores, com metas a longo prazo e com horários que podem não estar de acordo com um padrão de trabalho das 9 às 5, ao mesmo tempo mantendo o vestuário e a presença social da classe profissional em ascensão social. As mulheres tipo Atenas tendem a ser mais conservadoras quanto aos papéis tradicionais, e são menos prováveis de fazerem exigências igualitárias por questão de princípio. Contudo, a mulher tipo Atenas, num casamento em que cada qual tem sua profissão, usualmente negligencia os assuntos domésticos, contrata auxílio eficiente, dá a impressão de ser uma super-mulher enquanto cuida de sua própria carreira e de seu lar, trabalha como aliada de seu marido e como valorosa confidente.
Filhos
Como mãe, a mulher tipo Atenas não vê a hora de seus filhos chegarem à idade em que ela poderá falar com eles, juntos fazerem projetos, e levá-los a ver o que há para ser visto. Ela é o oposto de uma Deméter "mãe da terra", que instintivamente procura ser mãe, adora carregar os bebês e deseja que eles jamais cresçam. A mulher tipo Atenas, ao contrário, alugaria um ventre se isso fosse possível, contanto que ela pudesse estar certa do parentesco da criança. E ela usa mães substitutas, contratando empregada e pajens para tomar conta das crianças. A mãe tipo Atenas brilha quando tem filhos competitivos, extrovertidos e intelectualmente curiosos. Eles são seus nascentes heróis ainda em formação, que aproveitam sua habilidade de ensinar, aconselhar, inspirar e exortá-los a se sobressaírem. Ela está apta a reforçar o comportamento masculino estereotipado em seus filhos, dando-lhes cedo a mensagem de que "homens fortes não choram". As mães tipo Atenas também se dão bem com as filhas que, como elas, são filhas independentes que compartilham a maneira lógica de abordar de suas mães. Tais mulheres podem ser modelos e mentoras para filhas que são como elas mesmas. Algumas mães tipo Atenas, contudo, têm filhas que são bem diferentes delas mesmas. Tais filhas, por exemplo, podem ser por natureza mais interessadas no que as pessoas sentem do que no como as coisas funcionam, e podem não ser positivas ou intelectuais. com uma filha tradicional, a mãe tipo Atenas se dá menos bem. Ela pode ser divertida e tolerante para com uma filha que é diferente dela. Ou pode não fazer caso da filha e favorecer um filho. De qualquer modo, a filha sente distância emocional e que não é valorizada pelo modo como ela é. A mulher tipo Atenas acha difícil lidar com filhos ou filhas que são facilmente tocados pelos sentimentos. A situação é mais difícil, é claro, para as crianças. Se elas aceitam seus padrões, provavelmente vão crescer desvalorizando-se por serem crianças choronas, e por serem hipersensíveis como quando adultas. Sua mente prática também a torna impaciente com a criança sonhadora, que vive a fantasiar. A mãe tipo Atenas espera que seus filhos façam o que se espera deles, superando os acontecimentos que evocam emoção em suas vidas, e serem "bons soldados", como ela própria.
A Meia-Idade
Freqüentemente a mulher tipo Atenas acha que a meia-idade é a melhor época de sua vida. Com sua habilidade de ver as coisas como elas são, ela raramente tem ilusões a serem desencantadas. Se tudo sai de acordo com o plano, sua vida desenvolve-se de maneira ordenada. Na meia-idade, a mulher tipo Atenas usualmente não se apressa em avaliar sua situação. Ela reconsidera todas as opções e depois faz transição positivamente ordenada para a fase seguinte. Se o trabalho for seu interesse fundamental, ela está no meio da carreira, e pode agora ver a sua trajetória: a que altura ela pode se elevar, quão segura é a sua situação, para onde a afinidade com um mentor pode levá-la. Se ela for mãe, como seus filhos já cresceram, provavelmente assumiu projetos aos quais pode devotar mais tempo, uma vez que as crianças precisam menos dela. Contudo, a meia-idade para a mulher tipo Atenas pode inesperadamente se transformar numa crise. Ela pode se achar no meio de uma crise conjugal que pode agitar sua serenidade e expô-la a sentimentos mais profundos. Freqüentemente as crises do marido fomentam as dela. O casamento amigável, que foi uma aliança bem sucedida para ambos, pode agora se tornar insatisfatório para ele. Ele pode agora sentir a falta de paixão em seu casamento e sentir-se atraído por outra mulher que o excita romântica e eroticamente. Se a mulher permanece verdadeira à sua natureza de Atenas, sua resposta será agüentar sensivelmente. Contudo, na meia-idade outras deusas são mais facilmente ativadas, e pela primeira vez na vida ela pode reagir imprevisivelmente. A menopausa não é motivo de pesar, porque ela nunca definiu a si mesma em primeiro lugar. Nem a juventude ou a beleza são essenciais para a auto-estima da mulher tipo Atenas, que tem por base sua inteligência, competência e muitas vezes a indispensabilidade. Por essa razão, o tornar-se velha não é uma perda para muitas mulheres tipo Atenas. Ao contrário, por estar mais poderosa, útil ou influente em sua meia-idade do que enquanto na adolescência, sua confiança e bem-estar podem ainda ser acentuados durante esses anos, quando outras mulheres estão ansiosas pelo fato de parecerem mais velhas e menos desejáveis.
A Velhice
A mulher tipo Atenas muda muito pouco durante décadas. Ela permanece pela vida afora uma mulher ativa, prática, que põe mão à obra, primeiro no lar e no trabalho, e depois muitas vezes como voluntária na comunidade. Ela é sempre uma patrocinadora de instituições tradicionais, mais provavelmente daquelas positivamente conservadoras. A mulher casada tipo Atenas das classes média e alta é o suporte das obras de caridade voluntárias e das igrejas. Ela ajuda a dirigir auxílios hospitalares, instituições de caridade e Cruz Vermelha, tornando-se mais notável quando fica mais velha. Quando os filhos crescem e mudam, a mulher tipo Atenas não lamenta o ninho vazio. Agora ela tem tempo para mais projetos, estudos ou trabalhos que ela aprecia. Usualmente suas afinidades com os filhos adultos são afáveis. Porque ela os encorajou a serem independentes e auto-suficientes e nunca foi intrusa nem encorajou a dependência, a maioria de seus filhos e netos não têm problemas com ela. Eles usualmente a respeitam e gostam dela. Embora muitas vezes não demonstre e não exteriorize muito sentimento, mantém o contato familiar e a comunicação sobre os acontecimentos e, ao mesmo tempo, mantém as comemorações familiares e as tradições. Nos anos mais avançados, muitas mulheres tipo Atenas tornam-se respeitáveis pilares da comunidade. Algumas poucas tornam-se mulheres ocupadas com negócios e são ridicularizadas por fazerem perguntas oportunas nas reuniões de acionistas. Elas não serão desconcertadas pelo contra-senso de outras pessoas ou pelo pensamento confuso, e a persistência delas é especialmente irritante para os homens que exercem autoridade. Quando a viuvez chega, a mulher tipo Atenas usualmente já a antecipou. A mulher tipo Atenas sabe que a expectativa de sua vida é mais longa do que a de um homem e, porque deve ter-se casado com um homem mais velho do que ela, não é pega desavisada ou despreparada pela viuvez. Ela é a viúva que administra seu próprio dinheiro, que investe na bolsa de valores, que dá continuidade aos negócios da família ou ao seu. A mulher tipo Atenas viúva ou solteirona freqüentemente mora sozinha, embora mantenha vida ativa e ocupada. Sua qualidade de deusa virgem uma-em-simesma é apropriada para ela em seus últimos anos, quando é auto-suficiente e ativa, como quando era jovem.
Dificuldades Psicológicas
A mulher tipo Atenas racional nunca perde a cabeça, coração ou autocontrole. Ela vive o meio-termo ideal e não é esmagada pela emoção ou pelos sentimentos irracionais. Muitas das outras deusas (exceto Héstia) desencadearam suas emoções nos outros e causaram sofrimento, ou foram vitimadas e sofreram. As mulheres que são como elas têm da mesma forma potencial para causarem sofrimento ou para sofrerem. Atenas é diferente: é invulnerável, indiferente às emoções irracionais ou opressivas, e suas ações são mais deliberadas que impulsivas. Desde que a mulher que se assemelha a Atenas compartilha seus atributos, ela também não se torna vítima dos outros e nem de suas próprias emoções. Seus problemas originam-se de seus próprios traços de temperamento, por usar a couraça" psicologicamente. O desenvolvimento unilateral pode desligá-la dos aspectos de si mesma que necessita crescer.
Identificação com Atenas
Viver "como Atenas" significa viver inteligentemente e agir premeditadamente no mundo. A mulher que age assim leva uma vida unilateral e vive para o seu trabalho. Ainda que aprecie a companhia de outros, tem falta de intensidade emocional, atração erótica, intimidade, paixão ou êxtase. Ela também é poupada do profundo desespero e sofrimento que podem acompanhar as ligações com os outros ou a necessidade deles. A exclusiva identificação com a racional Atenas desliga a mulher de toda a cadeia e intensidade da emoção humana. Seus sentimentos são bem modulados por Atenas, limitados ao meio-termo. Então ela se desliga da empatia com os profundos sentimentos de qualquer outra pessoa, de ser afetada pela arte ou pela música que expressa sentimentos intensos, e de ser persuadida pela experiência mística. Agindo intelectualmente, a mulher tipo Atenas perde a experiência de realizar-se na íntegra quanto a seu corpo. Ela sabe pouco sobre sensualidade. Atenas mantém a mulher "acima" do nível instintivo, e portanto ela não sente a força total dos instintos maternais, sexuais, ou procriativos. Para desenvolver-se além de Atenas, a mulher precisa desenvolver outros aspectos de si mesma. Ela pode fazer isso gradualmente, se compreender que Atenas a limita e se for receptiva às perspectivas dos outros. Quando as pessoas falam de emoções e de experências que são profundamente significativas e desconhecidas dela, ela precisa fazer esforço para imaginar sobre o que estão falando. Precisa reconhecer que suas demandas pela comprovação e seu ceticismo a distanciam dos outros e de seu potencial, até agora não desenvolvido para a profundeza espiritual e emocional. A mulher tipo Atenas algumas vezes cresce além de Atenas inesperada ou traumaticamente, sob a pressão das circunstâncias que a inundam de sentimentos do inconsciente. Por exemplo, sua filha pode ficar ameaçada por uma doença ou ser ofendida por alguém. Se um instinto protetor surgir de suas profundezas arquetípicas, que é tão feroz quanto ao de uma enfurecida mãe ursa, ela descobre que este aspecto de Ártemis é parte dela. Ou se seu casamento amigável é ameaçado por outra mulher, ela pode ser tomada pelos sentimentos magoados e vingativos de Hera, em vez de permanecer a racional Atenas, vivendo seu dia-a-dia. Ou ela pode tomar uma droga e ficar mergulhada num estado alterado de consciência que causa medo ou a assusta.
O Efeito Medusa
A mulher tipo Atenas tem habilidade para intimidar os outros e afastar a espontaneidade, a vitalidade e a criatividade das pessoas que não são como ela. Este é seu efeito medusa. Em seu peitoral, a deusa Atenas usava um símbolo de seu poder - a égide, uma pele de cabra decorada com a cabeça de Górgona, a cabeça da Medusa. Esta era um monstro com serpentes ao invés de cabelo, cuja aparência terrível transformava em pedra qualquer pessoa que olhasse para ela. A Górgona é também um aspecto da mulher tipo Atenas. Metaforicamente, ela também tem o poder de desvitalizar a experiência dos outros, de esfriar a conversa e transformar uma relação num quadro estático. Através de seu enfoque nos fatos e detalhes, sua necessidade de premissas lógicas e racionalidade, ela pode transformar uma conversa numa exposição seca e cheia de detalhes. Ou pode ser devastadoramente insensível e portanto mudar dramaticamente a atmosfera, de profundamente pessoal para superficial e distante. Com sua atitude crítica e perguntas dissecadoras, a mulher tipo Atenas pode não intencional e inconscientemente rebaixar a experiência subjetiva de outra pessoa. Ela pode não ter empatia quanto aos pontos de debate espirituais ou morais que outros consideram de importância vital, intolerante aos problemas que as pessoas têm em seus relacionamentos e crítica de qualquer fraqueza. Tal falta de empatia é destruidora. Quando a ocasião é meramente social, esse desvitalizante efeito medusa pode simplesmente entediar ou enfurecer. Contudo, quando a mulher tipo Atenas está numa posição de autoridade e julgamento, ela pode se voltar ao total poder da medusa Górgona para amedrontar e petrificar. Por exemplo, ela pode estar conduzindo uma entrevista crucial com sérias conseqüências. Quando uma pessoa é examinada pelo "olhar górgona de Atenas", ele ou ela sente-se sob uma lente de aumento de uma mente analítica, impessoal, cujas perguntas parecem inflexivelmente dirigidas a descobrir falhas. Confrontado o que sente com um intelecto dissecante e um coração de pedra, a pessoa pode sentir-se "transformada em pedra". Certa vez uma de minhas colegas descreveu a desafortunada experiência de encontrar a medusa Górgona em uma reunião de avaliação de carreira. Ora, essa colega é uma terapeuta que trabalha muito bem com pacientes seriamente perturbados. Intuitivamente capaz de compreender o significado simbólico e as emoções que se achem por trás do comportamento irracional, ela age belamente com os pacientes. Contudo, descrevendo uma entrevista com certa mulher tipo Atenas, ela disse: "Deu um branco em minha mente. Eu estava por um momento literalmente muda, não podia pensar direito ou encontrar palavras... Não me saí nada bem". Mais freqüentemente do que o usual, quando uma pessoa sente-se transformada em pedra pelo olhar perscrutador e julgamental de alguém que tem o poder de destruir o avanço de uma carreira ou possibilidade educacional, esse alguém é um homem que sustenta o arquétipo de Zeus e "usa a égide". Mas, como as mulheres estão ganhando mais acesso ao poder, a égide pode ser progressivamente usada pelas mulheres. E se estão agindo como Atenas, elas bem podem ter um efeito medusa. Freqüentemente a mulher tipo Atenas que está provocando o efeito medusa é inconsciente do seu poder negativo. Não é sua intenção intimidar e aterrorizar. Ela está simplesmente fazendo bem seu trabalho, enquanto ela o vê - coligindo os fatos, examinando as premissas, desafiando como o material é estruturado e mantido pela evidência. Mas sem saber ela pode estar cumprindo a observação de Goethe de que nós assassinamos quando dissecamos. Com sua atitude objetiva e questões incisivas, ela despreza esforços para criar comunicação. Portanto ela mata o potencial da verdadeira comunicação, no qual a essência de qualquer assunto, ou a alma da pessoa, pode ser compartilhada. Às vezes falo com uma paciente que é puramente intelectual na maneira de abordar, que me dá um relatório real de sua vida, um relatório de conhecimentos sem emoção, deixando de lado os sentimentos. Descobri que devo fazer um esforço para permanecer relacionada com ela, lutando para superar o tédio produzido quando não há "vida", nenhuma intensidade de sentimento ligada ao que aconteceu. O que é sem vida nela tem efeito entorpecedor em mim. Quando me sinto "tornando-me pedra", - reconheço imediatamente que este é um problema que ela traz para todo relacionamento. E por isso que sua vida necessita de intimidade e ela está muitas vezes solitária. Quando a mulher está metaforicamente usando a couraça de Atenas com a égide da medusa em seu peito, ela não está mostrando qualquer vulnerabilidade. Suas bem couraçadas (usualmente intelectuais) defesas levantadas e sua autoridade e olhar fixo e crítico mantêm os outros numa distância emocional. Se for assombrada pelo efeito medusa nos outros, a mulher tipo Atenas faria melhor se lembrasse que a couraça da Górgona era alguma coisa que Atenas vestia e que poderia tirar. Da mesma forma, se a mulher tipo Atenas "tira sua couraça e escudo", ela não mais terá o efeito medusa. Seu efeito medusa acaba quando ela não mais se põe a julgar os outros, interiormente clamando autoridade para validar ou invalidar o modo como as outras pessoas sentem ou pensam ou vivem. Quando ela se torna ciente de que tem alguma coisa a aprender com as outras pessoas e a compartilhar com elas, e portanto é envolvida como uma igual, ela terá mudado sua couraça de Górgona e seu efeito medusa.
Astúcia: "faça o que funciona"
A mulher tipo Atenas com um objetivo a alcançar ou um problema a resolver lida quase que exclusivamente com as perguntas: "Como posso fazer isso?" e "Isso funcionará?" Ela pode se tornar astuciosa ou inescrupulosa para alcançar seus objetivos ou derrotar suas rivais. Essa astúcia era característica da deusa Atenas. Por exemplo, no clímax da confrontação da guerra troiana entre o herói grego Aquiles e o mais notável herói troiano Heitor, Atenas usou decididamente "táticas sujas" para ajudar Aquiles a vencer. Enganou Heitor para ele acreditar que seu irmão estava ao seu lado junto com o porta-lança quando ele se defrontou com Aquiles. Então, depois que tinha atirado sua única lança e se virado para seu "irmão" a fim de obter outra, Heitor descobriu que estavasozinho e reconheceu que seu fim estava próximo. Não dizia respeito à deusa perguntar: "Isto é íntegro?" ou "Isto é moral?" O que importava é se a coisa era uma estratégia efetiva. O lado sombrio da mulher tipo Atenas está relacionado com esse aspecto de Atenas. Quando ela avalia o comportamento de outras pessoas, a efetividade é o critério principal. Não é parte de sua natureza pensante estar preocupada com notar valores tais como certo ou errado, bom ou mau. Ela, portanto, tem dificuldade de entender por que as pessoas se sentem insultadas pelo comportamento não ético ou imoral, especialmente quando ele não as afeta pessoalmente. Ela também não compreende por que alguém se incomodaria em perguntar sobre a "legitimidade da coisa", ou sobre os meios usados para alcançar um fim desejado. Portanto, se ela fosse uma estudante dos anos 70, quando suas colegas iam às ruas em protesto contra a guerra do Vietnã ou a invasão do Cambodja, ou eram insultadas pelas revelações do Watergate, ela provavelmente não estaria envolvida. Outros a teriam considerado indiferente, quando ela - coerente com sua forma de Atenas - nem era tocada pelo contágio com os sentimentos dos outros, nem ficava perturbada em si mesma. Ao contrário, ela estaria na sala de aula ou no laboratório, perseguindo os objetivos de sua carreira.
Caminhos para o Crescimento
Crescer além das limitações de uma deusa através do cultivo de outras é possibilidade que todos os tipos de deusa compartilham. Mas a mulher tipo Atenas tem diversas direções específicas que ela pode considerar.
Voltar-se para o Interior:
A mulher tipo Atenas pode se envolver nos jogos de poder, leis e política, e descobre que está sempre trabalhando, falando de negócios ou trazendo para casa o trabalho do escritório. Ela pode sentir pouco depois que sua mente nunca descansa: "Minha cabeça está sempre funcionando". Quando compreende quão totalmente consumidor é seu trabalho e sente necessidade de mais equilíbrio, Atenas, como deusa das artes, proporciona direção psicológica para afastar a mente dos negócios. Para Atenas, a mais gratificante de todas as habilidades era a tecelagem. "De todas as atividades que eu possa pensar ela é a mais tranqüilizadora. Entro no ritmo do tear, minha mente fica absorvida e vazia, ao mesmo tempo que minhas mãos ficam ocupadas. No final tenho uma bonita tapeçaria". Outra mulher tipo Atenas pode achar que costurar a liberta de outros interesses profissionais. Ela acha que fazer suas próprias roupas é ao mesmo tempo prático e criativo. Agrada-lhe usar o melhor material e ter como produto final um casaco ou vestido de qualidade que lhe teria custado dez vezes o que ela pagou pelo material. Ela é infinitamente paciente quando costura e meio seriamente chama a isso de "terapia", porque permite afastá-la dos problemas do trabalho e penetrar num outro estado de mente. Fazer cerâmica é ainda outro modo de estar em contato com esse aspecto de Atenas. Na verdade, qualquer artesanato oferece à mulher tipo Atenas um equilíbrio interior do enfoque exterior.
Recuperar a Criança:
A deusa Atenas nunca foi criança; nasceu já como adulta. Essa metáfora não está muito longe da verdadeira experiência da mulher tipo Atenas. Desde que se conhece por gente ela se recorda de "desvendar os mistérios" ou "ser esperta a respeito de tudo". Mas uma menina verbal com mente prática muitas vezes perde áreas totais de experiências subjetivas que ela pode eventualmente querer quando adulta. Pode precisar descobrir em si própria a criança que nunca foi, uma criança que pode ficar confusa ou encantada com alguma coisa nova. Para recuperar a criança, a mulher tipo Atenas deve parar de abordar novas experiências como o faria um "adulto sensato", modo que ela usa desde criança. Ao contrário, precisa abordar a vida como se ela fosse uma criança estarrecida e tudo fosse novo e ainda por ser descoberto. Quando uma criança está fascinada por alguma coisa nova, ela capta tudo. Ao contrário de Atenas, ela não tem uma noção preconcebida do que isso seria, não é cética, e não põe rótulos velhos e familiares na experiência e depois a arquiva. Quando alguém está falando sobre alguma coisa que ela não experimentou, a mulher tipo Atenas deve aprender a ouvir e imaginar o melhor que puder tanto a cena como os sentimentos descritos. Quando está vivendo em momento emocional, ela deve tentar permanecer nele e deixar que os outros a confortem. Para redescobrir sua criança perdida, ela precisa brincar e rir, chorar e ser acariciada.
Descobrir a Mãe:
Na mitologia, a deusa Atenas era uma filha sem mãe, e sentia orgulho por ter apenas Zeus como pai. Ela não tinha conhecimento de sua mãe Métis, a quem Zeus tinha engolido. Metaforicamente as mulheres tipo Atenas são "órfãs de mãe" de muitos modos; elas precisam descobrir a mãe e valorizá-la, e se permitirem ser mimadas. A mulher tipo Atenas freqüentemente deprecia sua própria mãe. Ela precisa descobrir as energias de sua mãe, muitas vezes antes que possa valorizar quaisquer semelhanças entre a mãe e ela mesma. Muitas vezes ela necessita de conexão com um arquétipo materno (personificado pela deusa Deméter), uma conexão que ela deve sentir em si própria para experienciar a maternidade e sentir-se mãe profunda e instintivamente. Christine Downing, autora de The Goddess, chama a essa tarefa de "a re-lembrança de Atenas", que ela explica como "redescoberta da relação com o feminino, com a mãe, com Métis". É útil para a mulher tipo Atenas aprender que os valores femininos matriarcais, que existiram antes que a mitologia grega assumisse a sua forma presente, foram absorvidos pela cultura patriarcal que ainda hoje prevalece. Sua curiosidade intelectual pode conduzi-la da história ou da psicologia em direção às idéias feministas. A partir dessa nova perspectiva, ela pode começar a pensar diferentemente sobre sua própria mãe e outras mulheres, e depois sobre si própria. Desse modo, muitas mulheres tipo Atenas se tornaram feministas. Uma vez que a mulher tipo Atenas mude seu modo de pensar, seu relacionamento com as pessoas também pode mudar.
Bibliografia
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Athene", in The Goddess. Crossroad, New York, 1981, pp. 99-130. ELIAS-BUTTON, Karen, "Athene and Medusa"', Anima 5, ng 2. Spring
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