
Os padrões da deusa
Quando as deusas são vistas como padrões de comportamento feminino normais, a mulher que é naturalmente mais parecida com a sábia Atenas ou com a competitiva Artemis do que com a esposa Hera ou com a mãe Deméter é avaliada como sendo ela mesma quando é ativa, objetiva em suas determinações, e orientada para a realização externa. Ela está sendo verdadeira para com a forma, como a deusa determinada com a qual ela mais se assemelha. Não está sofrendo de um complexo de masculinidade, como diagnostica Freud; e não se trata de identificação com o animus e de ser masculina em sua atitude, como sugere Jung.
Quando a mulher tem Atenas e Artemis como padrões de deusa, os atributos femininos, tais como dependência, receptividade e disciplina, podem não ser facetas de sua personalidade. Essas são qualidades que ela necessita desenvolver para que seja uma pessoa que possa estabelecer relacionamentos duradouros, tornar-se vulnerável, dar e receber amor e conforto, e estabelecer o desenvolvimento dos outros. O enfoque interior contemplativo de Héstia a mantém numa distância emocional dos outros. Embora ela determine seu próprio rumo. Está sendo ativa e conscientemente a si-mesma. Quando as qualidades positivas estão nos estágios primitivos do desenvolvimento, uma sonhadora está freqüentemente acompanhada por outra figura. Essa companhia pode ser masculina ou feminina, uma presença vista indistintamente, ou uma pessoa claramente definida, reconhecível. O sexo da companhia é uma nota explicativa simbólica que ajuda a diferenciar se essas capacidades emergidas são vistas como "masculinas" (animus) ou "femininas" (deusa virgem). Por exemplo, se a pessoa que sonha está desenvolvendo as qualidades de Artemis ou de Atenas, e ainda está nos estágios primitivos de sua instrução ou carreira, a companheira mais constante no sonho é freqüentemente vaga, uma mulher desconhecida, com feições indistintas. Mais tarde sua companheira poderá ser uma mulher cuja instrução ou carreira é semelhante às da sonhadora, apenas mais avançada, ou uma colega de faculdade que partiu para fazer algo por conta própria na vida. Quando o companheiro num sonho de aventura é um homem ou um jovem, quem sonha é freqüentemente uma mulher tradicional que se identifica com a deusa vulnerável ou, como veremos mais tarde, com Héstia ou Afrodite. Para essas mulheres os homens simbolizam ação e, portanto, eles definem as qualidades positivas ou competitivas como masculinas em seus sonhos. Assim, quando uma mulher penetra vacilantemente no local de trabalho ou no campus da universidade ajudada por um animus ou um aspecto masculino de si mesma, esse aspecto pode ser representado em seus sonhos por um homem obscuramente percebido, talvez um jovem ou um adolescente ainda em desenvolvimento, que está com ela num lugar desconhecido e freqüentemente perigoso. Depois que ela obteve boas notas ou uma promoção e se sente mais confiante em suas habilidades, o terreno do sonho torna-se mais favorável, e é provável que o símbolo do sonho se torne um homem familiar ou que pareça familiar no sonho. Por exemplo, "estou numa longa e complicada
viagem de ônibus com meu namorado" ou "estou num carro, dirigido por um homem que não posso identificar agora, mas no sonho ele é alguém que conheço muito bem".
A nova teoria que elaborei nesse livro é baseada na existência de padrões arquetípicos, um conceito que Jung introduziu. Não descartei o modelo da psicologia feminina que Jung descreveu. Eu o vejo como adequado para algumas mulheres, mas não para todas. Os capítulos sobre as deusas vulneráveis e Afrodite exaltam mais o padrão de Jung, enquanto os três capítulos seguintes sobre Artemis, Atenas e Héstia – proporcionam novos padrões que vão além dos conceitos de Jung.
Bibliografia
GUSTAITIS, Rasa, "Moving Freely through Nighttime Streets", in Pacific News Service. Artigo publicado também em outras fontes, como City on a Hill Pr~ess, University
of Califórnia, Santa Cruz, abril 9,1981.
HARDING, M. Esther, "A deusa virgem", inWomen'sMysteries. Bantam Books, New York, 1973. Tradução brasileira Os mistérios da mulher, Edições Paulinas, São Paulo,
1985.
KOTSCHNIG, Elined Prys, "Womanhoodin Myth and Life", inlnward Light 31, ng 74,1968.
KOTSCHNIG, Elined Prys, "Womanhood in Myth and Life, Part 2", in Inward Light 32, nQ 75, 1969.
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Quando as deusas são vistas como padrões de comportamento feminino normais, a mulher que é naturalmente mais parecida com a sábia Atenas ou com a competitiva Artemis do que com a esposa Hera ou com a mãe Deméter é avaliada como sendo ela mesma quando é ativa, objetiva em suas determinações, e orientada para a realização externa. Ela está sendo verdadeira para com a forma, como a deusa determinada com a qual ela mais se assemelha. Não está sofrendo de um complexo de masculinidade, como diagnostica Freud; e não se trata de identificação com o animus e de ser masculina em sua atitude, como sugere Jung.
Quando a mulher tem Atenas e Artemis como padrões de deusa, os atributos femininos, tais como dependência, receptividade e disciplina, podem não ser facetas de sua personalidade. Essas são qualidades que ela necessita desenvolver para que seja uma pessoa que possa estabelecer relacionamentos duradouros, tornar-se vulnerável, dar e receber amor e conforto, e estabelecer o desenvolvimento dos outros. O enfoque interior contemplativo de Héstia a mantém numa distância emocional dos outros. Embora ela determine seu próprio rumo. Está sendo ativa e conscientemente a si-mesma. Quando as qualidades positivas estão nos estágios primitivos do desenvolvimento, uma sonhadora está freqüentemente acompanhada por outra figura. Essa companhia pode ser masculina ou feminina, uma presença vista indistintamente, ou uma pessoa claramente definida, reconhecível. O sexo da companhia é uma nota explicativa simbólica que ajuda a diferenciar se essas capacidades emergidas são vistas como "masculinas" (animus) ou "femininas" (deusa virgem). Por exemplo, se a pessoa que sonha está desenvolvendo as qualidades de Artemis ou de Atenas, e ainda está nos estágios primitivos de sua instrução ou carreira, a companheira mais constante no sonho é freqüentemente vaga, uma mulher desconhecida, com feições indistintas. Mais tarde sua companheira poderá ser uma mulher cuja instrução ou carreira é semelhante às da sonhadora, apenas mais avançada, ou uma colega de faculdade que partiu para fazer algo por conta própria na vida. Quando o companheiro num sonho de aventura é um homem ou um jovem, quem sonha é freqüentemente uma mulher tradicional que se identifica com a deusa vulnerável ou, como veremos mais tarde, com Héstia ou Afrodite. Para essas mulheres os homens simbolizam ação e, portanto, eles definem as qualidades positivas ou competitivas como masculinas em seus sonhos. Assim, quando uma mulher penetra vacilantemente no local de trabalho ou no campus da universidade ajudada por um animus ou um aspecto masculino de si mesma, esse aspecto pode ser representado em seus sonhos por um homem obscuramente percebido, talvez um jovem ou um adolescente ainda em desenvolvimento, que está com ela num lugar desconhecido e freqüentemente perigoso. Depois que ela obteve boas notas ou uma promoção e se sente mais confiante em suas habilidades, o terreno do sonho torna-se mais favorável, e é provável que o símbolo do sonho se torne um homem familiar ou que pareça familiar no sonho. Por exemplo, "estou numa longa e complicada
viagem de ônibus com meu namorado" ou "estou num carro, dirigido por um homem que não posso identificar agora, mas no sonho ele é alguém que conheço muito bem".
A nova teoria que elaborei nesse livro é baseada na existência de padrões arquetípicos, um conceito que Jung introduziu. Não descartei o modelo da psicologia feminina que Jung descreveu. Eu o vejo como adequado para algumas mulheres, mas não para todas. Os capítulos sobre as deusas vulneráveis e Afrodite exaltam mais o padrão de Jung, enquanto os três capítulos seguintes sobre Artemis, Atenas e Héstia – proporcionam novos padrões que vão além dos conceitos de Jung.
Bibliografia
GUSTAITIS, Rasa, "Moving Freely through Nighttime Streets", in Pacific News Service. Artigo publicado também em outras fontes, como City on a Hill Pr~ess, University
of Califórnia, Santa Cruz, abril 9,1981.
HARDING, M. Esther, "A deusa virgem", inWomen'sMysteries. Bantam Books, New York, 1973. Tradução brasileira Os mistérios da mulher, Edições Paulinas, São Paulo,
1985.
KOTSCHNIG, Elined Prys, "Womanhoodin Myth and Life", inlnward Light 31, ng 74,1968.
KOTSCHNIG, Elined Prys, "Womanhood in Myth and Life, Part 2", in Inward Light 32, nQ 75, 1969.
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2 comentários:
Adorei teu blogue! Vou adicionar ao meu para pdoer ler com mais calma. Parabéns, irmã!
à vontade... beijinhos de baunilha...
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