quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

As Deusas em Cada Mulher - cont...



Aqui temos um ponto mto delicado nessa partilha pq entramos em um terreno delicado por envolver crenças… e crenças nada tem a ver com fatos históricos ou comprovações cientificas… a fé exige obediência cega e ponto final… então eu peço a vcs que leiam esse trecho como uma história mitológica ou romance. E que apenas compreendam que isso serve pra ilustrar a criação dos mitos referentes à Grande Mãe e as outras Deusas Gregas aqui apresentadas… e não pretende de forma alguma interferir nas crenças particulares de cada pessoa, afinal vivemos em plena liberdade de culto, ao menos no ocidente, e todas as crenças merecem o devido respeito.

História e mitologia

A mitologia que deu ascensão a esses deuses e deusas gregos surgiu de acontecimentos históricos. E uma mitologia patriarcal que exalta Zeus e os heróis, refletindo o conflito e a subjugação de povos que tinham religiões centradas na figura materna, por invasores que tinham deuses guerreiros e teologias centradas na figura paterna.
Marija Gimbutas, "Women and Culture in Goddess-Oriented Old Europe", in The Politics ofWomen's Spirituality: Essays on the Rise ofSpiritual Power Within the Women's Movement (org.), Charlene Spretnak. Doubleday, New York,. 1982, pp. 22-31.

Marija Gimbutas, professora de arqueologia européia na Universidade de Califórnia, em Los Angeles, descreve a "velha Europa", a primeira civilização da Europa. Datando de pelo menos 5000 anos atrás (talvez até 25000 anos) antes do aparecimento das religiões centradas na figura masculina, a velha Europa foi uma cultura "matrifocal", sedentária, pacata, amante da arte, uma cultura ligada à terra e ao mar que venerava a Grande Deusa. A evidência aos poucos encontrada nos cemitérios mostra que a velha Europa foi uma sociedade não estratificada, partidária de igualdade de condições para todos, que foi destruída por uma infiltração de povos seminômades, cavaleiros indo-europeus do distante Norte e Leste. Estes invasores tinham cultura "patrifocal" e eram inconstantes, guerreiros, ideologicamente orientados pelo céu e indiferentes à arte. Os invasores julgavam-se povo superior, por causa de sua habilidade de conquistar os primitivos colonizadores, mais desenvolvidos culturalmente, que veneravam a Grande Mãe. Conhecida por seus nomes-Astarte, Istar, Inana, Nut, ísis, Ashtoreth, Au Set, hather, Nina, Namu e Ningal, entre outras - a Grande Deusa era venerada como a força da vida feminina, profundamente relacionada com a natureza e a fertilidade, responsável pela criação da vida e pela destruição da mesma. A cobra, a pomba, a árvore e a lua eram símbolos sagrados. De acordo com o mitólogo e historiador Robert Graves, antes das religiões patriarcais a Grande Deusa era tida como imortal, constante e onipotente. Tinha amantes por prazer e não para que seus filhos tivessem um pai. A paternidade não havia sido introduzida no pensamento religioso, e não havia deuses do sexo masculino.
Robert Graves, The Greek Myths, vol. 1. Penguin, New York, 1982, p. 13.

Sucessivas ondas de invasões dos indo-europeus iniciaram o destronamento da Grande Deusa. As datas que marcam o início desses acontecimentos, segundo várias autoridades, são fixadas entre 4500 e 2400 antes de Cristo. As deusas não foram completamente suprimidas, mas incorporadas nas religiões dos invasores.

Os invasores impuseram sua cultura patriarcal e sua religião bélica aos povos conquistados. A Grande Deusa tornou-se a consorte serviçal dos deuses dos invasores.
Os atributos e poder que originalmente pertenciam à divindade feminina foram desapropriados e dados a uma divindade masculina. A violação apareceu nos mitos pela primeira vez, e surgiram mitos nos quais os heróis do sexo masculino matavam serpentes, símbolos da Grande Deusa. E, como se reflete na mitologia grega, os atributos, símbolos e poder que um dia foram investidos numa Grande Deusa, foram divididos entre muitas deusas. A mitóloga Jane Harrison observa que a deusa Grande Mãe tornou-se fragmentada em muitas deusas menores, recebendo cada uma delas atributos que outrora tinham pertencido a ela: Hera obteve o ritual do matrimônio sagrado, Deméter os mistérios dela, Atenas suas cobras, Afrodite suas pombas e Artemis sua função como "senhora das coisas selvagens" (vida selvagem)
Jane Ellen Harrison, Mythology. Harcourt Brace Jovanovich, New York, 1963 (originalmente publicado em 1924), p. 49.

De acordo com Merlin Stone, autor de When God was a Woman, o destronamento da Grande Deusa, iniciado pelos invasores indo-europeus, foi finalmente concluído pelas religiões hebraica, cristã e maometana, que surgiram mais tarde. A divindade masculina tomou o lugar principal. As deusas recuaram gradualmente, e as mulheres se ajustaram à sociedade. Stone observa: "Nós podemos nos encontrar querendo saber até que ponto a supressão dos ritos das mulheres atualmente significa a supressão dos direitos das mulheres".
Merlin Stone, When God Was a Woman. HarvesfHareourt Brace Jovanovich, em acordo com Dial Press, New York, 1978, p. 228.

0 comentários:

A Terra gira...

eXTReMe Tracker

Contador

Este blog possui atualmente:
Comentários em Artigos!
Widget UsuárioCompulsivo

ok

Fadas livre de Natal Blog modelo de layout de fundo 3 brilhantes Votação Classificação: 0 / 0 votos Votação: 12345 Semelhante © Copyright 2012, TheCutestBlogOnTheBlock.com Todos os direitos reservados. Termos e Condições Original Text: